8 de jan de 2012

Gauchão de Literatura - HDNA é vice


"História de não acontecer" acabou em segundo lugar no Gauchão de Literatura 2012. Agradecimentos aos organizadores e aos resenhistas (pela leitura atenta). E aos que torceram, claro.

Leia aqui a partida final, confronto com "Anjo das Ondas", de João Gilberto Noll.

Veja aqui todos os jogos do livro no campeonato.

28 de nov de 2011

HDNA no Meia Palavra

"História de não acontecer é um ótimo exercício para compreensão de texto – saber o que cada personagem representa na vida de N.A. e porque ele é tão odiado -, quem se arriscar a ler não pode passar batido pelas passagens, deve retornar para melhor apreciar esse pequeno livro de visões infantis que desemboca em uma história de horror a cada nova página".

Felippe Cordeiro resenha "História de não acontecer" para o portal Meia Palavra. Confira.

8 de dez de 2010

Opiniões

Algumas palavras sobre "História de não acontecer"...

“A narrativa, do ponto de vista formal, por vezes parece poema. Há frases que não obedecem ao limite da folha e se quebram a qualquer momento, antes do ponto final, como se buscassem novo destino para a história que vai se revelando cada vez mais certa.”
Revista Norte, ed. 16, novembro de 2010
Leia aqui ou aqui.

“A estranheza causada pelas impressões do garoto ao refletir sobre o significado de sua existência fazem com que N.A e Gregor Samsa tenham muito em comum. História de não acontecer está bem próximo de A Metamorfose, de Franz Kafka. Não no estilo, mas na sensação de sufoco e de inquietação que causa no leitor.” 
Paula Sperb, no Jornal "O Caxiense", 16 a 22 de outubro
Leia aqui.

“Reges compôs frases tão belas e densas que mantêm o vigor mesmo quando recortadas (“A sensação de diminuição do volume de um eco é porque ele se enterra em alguma válvula do coração.”). Há frases escritas com inventividade e irreverência que sugerem em vez de afirmar claramente. Ainda há outras tão concisas e decisivas que chegam, sozinhas, a compor um capítulo inteiro.”
Vitor Necchi, jornalista e professor da PUC-RS
na apresentação do livro.

27 de out de 2010

A falar em

"História de não acontecer" na participação no Podcast 2 do Nonada.
Com Mariana Sirena, Ariel Oliveira e Maurício Cauduro.
Ouvir

4 de ago de 2010

Antecipar

que "História de não acontecer" será lançado em outubro deste ano. O livro está nas mãos de uma Editora muito bacana e com uma proposta singular. 
Já estão pensados lançamentos em duas Feiras de Livros, incluindo a de Porto Alegre.
Os detalhes chegam mais adiante.

1 de mai de 2010

Cortar e recolocar

Última ordenação dos capítulos. Tudo escrito, a maneira mais fácil de encontrar o formato imaginado foi passar o estilete, separar os capítulos, colocar
sequência
seguindo os eixos da história
e dar a ordem final antes da avaliação dos originais.

20 de mar de 2010

Riscar e retalhar

A história passa por uma grande revisão. Lápis vestido de tesoura.

24 de jan de 2010

Render-se

Domingo. Sol. É dia. Café. História. Praça Amália Rodrigues, Lisboa.

Domingações pelas ruas de Lisboa

23 de jan de 2010

Tudo se vai

“Fossemos infinitos
Tudo mudaria
Como somos finitos
Muito permanece”

Bertold Brecht

4 de jan de 2010

O tempo do homem

Um homem dá o passo das horas.
Permite apenas o andar para a frente.
O relógio tempeia no Museu Nacional da Holanda, em Amsterdã.
O homem dentro do tempo do relógio.
Marca
cada minuto.

O personagem
se dono
aproveitaria em outra proporção.

Foto de Yannis Behrakis (Reuters). Retirado daqui.

1 de jan de 2010

Posse

“O que lembro, tenho.”

Guimarães Rosa

Tempo

"Antes de Kant, pode-se dizer que estávamos no tempo; agora, é o tempo que está em nós."

Schopenhauer

21 de dez de 2009

How It Ends

Se há uma canção a permear a história (ou o processo de escrita) é "How It Ends", do DeVotchKa.
Em especial se for a versão instrumental.

1 de dez de 2009

Seria

"Que teia é esta, a do será, do é e do foi?"

Jorge Luis Borges

15 de nov de 2009

27 de out de 2009

Lembrança que não casa

Volta. A casa. E já nem mesmo o vento
traz nada de lá.
O que havia lá dentro só dentro de poucos está.
A ele sim. A ninguém mais a casa diz nada.
Nada além de não restar nada.
A não ser mesmo ruir.

* Foto em Sintra, Portugal.

25 de out de 2009

Conjugar

Seu desejo é conjugar o tempo tal aprendem fazer de fantoche um verbo, jogando-o nos diferentes jeitos de passado, presente e futuro.

17 de out de 2009

Portanto ter descontecido

"O que me custou
foi tudo ter acabado
como tinha começado
como se nada tivesse passado
durante
ora o que se passou durante
ainda hoje me incomoda
e portanto deve ter acontecido"

Adilia Lopes, Um jogo bastante perigoso

Sim ao não

"...a memória que merece resgate está pulverizada. Explodiu em pedaços"

Eduardo Galeano, Nós dizemos não

13 de out de 2009

Tempo particular


Observação que ajuda a compor um capítulo:

Está ali, parado
um instante
apenas para tomar fôlego.

Diante do momento de decidir: ir em frente, em frente, ou em frente, para trás. O tempo abriu-se para ele. Tal como alguns de vocês devem, em certo momento, ter imaginado. Eis o tempo particular, com o qual é possível tirar o status de acontecimento das coisas que não merecem existir
pelo menos da forma
tal qual
se sucederam
e de como ele foi, no decorrer do tempo, tornando-se o que é.

Decide.

Seu passo não é para trás, apesar da opção por voltar,
apesar de estar por desfazer.
Vai desviver para o futuro, um passado em suspenso
e que
transcrito em presente
se retoma em por vir.
Um vem e vai melhor, sem vestígios cruéis, sem as passagens onde não gostaria de ter estado. Em verdade, onde nunca desejou estar. Com seu deslembrar, só acontecerá, de fato, onde quer. E só por ali já basta, não quer mais do que o instante e a hora de acabar.

Uma breve história.

Diante do tempo final, quando para muitos evapora-se o futuro, ele o tem em suas mãos. Pode escolher a  cor. Não no sentido de que deixará de existir
só por morrer.
Mas de como, antes da morte, será presente

Parte para se contar no tempo.
Um voltar indo.
E passar por futuros nunca mais presentes.

23 de set de 2009

11 de out de 2008

Acontecimento infinito

"Pois um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo o que veio antes e depois."

Walter Benjamin

17 de fev de 2008

Tal o Nautilus

De proporção áurea: a razão entre "a+b" e "a" coincide com a razão entre "a" e "b". Nomina-se tal fato de "o número de ouro". Por justo isso dá a ele um status quase mágico.

15 de fev de 2008

Ser tal seria se não fosse

Estar aqui por logo já não estar.
Ser por tão pouco, um restinho até se desfazer no futuro, no que quer não deixar passar.
Enfim desviver.

Ir ao início, encerrar.

É meio história.
E uma daquelas a terminar no começo
onde também anda
por estar
seu capítulo final.